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domingo, 28 de Janeiro de 2007

Oscar 2007

Está chegando a grande noite dos Óscares e as expectativas para quais serão os vencedores aumenta.
Os nomeados são já veteranos nestas lides, e um dos prémios mais aguardados é o de melhor realizador. Novamente Martin Scorsese e Clint Eastwood voltam a encontrar-se, mas espera-se que “The Departed” seja merecedor da famosa estatueta.
Outro dos nomeados, desta vez para melhor actor é Leonardo di Caprio. Verdade seja dita, alguns dos filmes que protagonizou estiveram longe de alcançarem qualquer galardão, mas Titanic e Gangs of New York mereciam torná-lo vencedor.
Na parte feminina, Helen Mirren é sem duvida a favorita visto já ter ganho prémios pela sua interpretação no filme “The Queen”, a rainha de Inglaterra. A minha favorita contudo é Kate Winslet no filme Little Children. Esta é mais uma das boas actrizes que por enquanto não foi consagrada mas ainda é nova…

Quanto ás restante nomeações passa-me completamente ao lado, por isso qualquer vencedor será bom.
Uma das coisas que nunca entendi foi a entrega do oscar de carreira. Para mim não passa de uma forma de agradar alguém que apesar de ter merecido esse prémio milhões de vezes, foi sempre passado para o ano seguinte...

Se por um lado todos os actores gostariam de ganhar, por outro não sei se será assim tão importante. Ninguém vai representar melhor por recebe-lo e vice-versa e no fundo não passa de uma noite luxuosa onde as famosas estrelas de cinema reunem-se para uma troca de galhardetes.

Aqui estão os nomeados nas respectivas categorias.

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quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Quem me dera


A solidão transforma-se num quarto escuro
Como se as paredes não existissem
E o nada fosse apenas isso… nada.
Deambulo a anos-luz de distância
De uma estrela ou mais… sei lá.
Aqui tudo parece confuso como um puzzle
Todas as peças estão espalhadas pelo infinito!
E agora?
Do meu tecto colho pós de cometa
O ultimo que passou por cá…
Quem me dera viajar com ele!
Sem rumo ou mapa que me prenda
Porque é mau criar raízes
Para mais cedo ou mais tarde,
Sem dó nem piedade,
Tirarem-te o coração.

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sábado, 20 de Janeiro de 2007

O essencial é invisivel aos olhos

O Principezinho é um dos meus livros favoritos. A história é simples mas contém pormenores essenciais ao ser humano. Fala da amizade, de amor e de um mundo onde os homens não se entendem e as palavras adquirem significados completamente opostos. Fala de tempo… tão pouco para alguns e muito para quem sabe aproveita-lo.

Aqui está um excerto do livro:


- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo – disse a raposa. - Não estou cativa...
- AH! Então, desculpa! - Disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar cativa" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços – disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. (…) Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - Acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava – respondeu o principezinho – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós – disse a raposa. - Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - Perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - Exclamou a raposa – ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua – disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis – disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - Disse o principezinho.
- Pois vou – disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - Disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
- Adeus...
- Adeus – disse a raposa. Vou-te contar um segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.

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terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Momentos

A eternidade de cada momento

Fica para sempre guardada na memória

Amar, sofrer, morrer por amor é fulcral

Cada beijo sentido, cada noite mal dormida

São regras básicas da vida.

Mas porque não jogar tudo para o alto?

Desejar cair no abismo infernal

Para renascer novamente e sair das cinzas

Em cada luz que brilha no céu,

Por cada lágrima caída no silencio

Uma parte de mim sucumbe

Para uma e mais outra vez sentir-me viva.

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quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Questionário

Estava a ver o Inside Actor’s Studio, e achei giro este questionário escrito originalmente por Bernard Pivot. Aqui vão as minhas respostas:

1- Qual é a tua palavra preferida?
Amor
2- Qual é a palavra que não gostas?
Ódio
3- O que excita-te?
Sexo
4- O que não te excita?
Dores
5- Qual é o teu palavrão preferido?
Merda
6- Que som ou barulho mais gostas?
Risos
7- Que som ou barulho detestas?
Choro
8- Que profissão além da tua gostarias de experimentar?
(the one and only) Actriz
9- Que profissão não gostarias de ter?
Medica Legista
10- Se o céu existisse, o que gostarias que Deus te dissesse quando chegasses á porta do paraíso?
Volta para a Terra


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sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Sob o Reflexo da Lua


Olho o reflexo da lua sobre o mar
Nas noites calmas quase sinto a melodia
Dos pássaros, sereias ou deuses do infinito
E do doce aroma que me vem beijar.
É numa destas noites que pactos são feitos
Onde o sangue é a tinta da tua pena
Jorrando no papel da tua alma uma vez mais
Para que as juras atravessem galáxias.
Agarra na primeira estrela que vires
Deixa-a pousar no beiral suavemente
Para que a noite confunda-se com o dia
E espelhe o brilho no teu olhar.

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segunda-feira, 1 de Janeiro de 2007

Mais um Ano

Depois de muito martelar nesta cabecinha a pensar qual seria o primeiro texto de 2007, decidi que o melhor a fazer seria uma coisinha simples, minimalista mas que reflectisse os votos sinceros para este novo ano.
Mais um ano passou e apesar de tudo o que aconteceu (bom e mau) ficou para o passado. A parte boa de celebrar a entrada num novo ano, é que a esperança renova-se e por alguns dias e acredita-se mesmo que tudo vai ser diferente. Como é habito dizer “O futuro a Deus pertence” e por isso é escusado fazer prognósticos. Confesso que o numero 7 não me agrada lá muito porque houve certas tragedias que aconteceram-me em dias ou anos com esta terminação mas prefiro não cair na asneira de ser supersticiosa mas sim, pensar positivo.
Desejo que todos os meus amigos e amigas tenham um bom ano e se os vossos projectos não forem concretizados em pleno, não desistam porque… para o ano há mais!

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