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terça-feira, 26 de Dezembro de 2006
Sonhei com a luz dos teus olhosGuiando-me entre a multidão Sonhei com perfume da tua pele Tocando-me suavemente com a tua mão Acordei com a lembrança de sonhos De desejos maiores que a minha ambição Acordei com a fina esperança de ser realidade Aquilo que não passou de pura ilusão Vivi divagando num imenso deserto Onde o coração batia á mercê da sorte Vivi esperando por algo concreto Que desse fim a tão cruel morte Adormeci de novo ao som de uma melodia Daquelas que fazem chorar as pedras da calçada Adormeci à espera de um dia Em que a rosa do deserto fosse de novo amada. Etiquetas: Poema
quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006
Querido gajo de barbas (é melhor não chamar Pai Natal porque algum barbudo pode ler e disponibilizar-se a atender ao meu pedido),Escrevo novamente este ano, já que no ano passado a minha cartinha deve ter-se extraviado. É compreensível porque o carteiro não era novo, e entre um copo ou outro é capaz de ter deixado a minha carta cair. Enfim… desta vez não venho pedir nada para mim mas espero que dês presentes a todas as crianças que o peçam (e também aos adultos). Desejo também que em vez da montanha de prendas habitual nas listas infantis (e não só), despejes muito amor e paz para toda a gente porque isso é essencial. Já agora… lembrei-me de uma coisinha de nada! Queria apenas que o meu computador fosse menos vezes atacado por vírus e coisas estranhas que impedem o seu bom funcionamento (como foi o caso dos últimos dias). Com uma tremenda falta de inspiração para alongar-me nesta cartinha, despeço-me com cumprimentos e votos de bom trabalho. Oh oh oh para ti também. Etiquetas: Carta
segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006
Sento-me junto ao marTão longe de tudo e tão perto do nada Oiço o som que vem das ondas E tento decifrar os enigmas que ele traz Ás vezes mas só ás vezes… Apetecia-me ser uma rocha Fria, dura e áspera como convém Mas as rochas não sonham nem amam E como seria bom não amar ou desejar… Etiquetas: Poema
quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006
Consta que vai haver um referendo a perguntar se somos ou não a favor da despenalização do aborto (claro que no papelinho de voto vão dar um ar mais importante á coisa e arranjam palavrinhas caras). Consta também que a tal interrupção voluntária da gravidez pode ser feita em qualquer hospital ou centro de saúde, com direito a todas as condições básicas para assegurar o bem-estar da mulher, evitando para isso as mortes por abortos (olhem só que contraditório). ![]() Agora a minha opinião sobre o assunto entra em completo desacordo com a maioria da população que já se mostrou a favor desta lei.Minha gente (isto até parece um comício), o voto de Fevereiro, por outras palavras significa apenas: está de acordo que uma mulher mate o próprio filho sem que para isso seja condenada á prisão? Pois eu voto não. Não existe nenhum motivo suficientemente plausível a meu ver, para que isso seja permitido. Vejamos as opções sobre as quais são permitidos abortos: 1- Falta de condições para sustentar mais uma boca. Conversa da treta! A minha querida avozinha teve 16 filhos e não matou nenhum por ser pobre. Andou á esmola sim, e nessa altura a pobreza era muito maior do que agora. Hoje em dia nenhuma criança vai passar fome porque existe uma coisa chamada “segurança social” que assegura (pelos menos na maioria dos casos), as condições básicas para a vida de uma criança. Caso todas as instituições falhem, não acho que é vergonha nenhuma pedir esmola.Caso tenha vergonha de pedir, que tal entregar o filho a uma instituição de adopção? 2 – Em caso de violação Como nunca fui violada e não faço a menor ideia do que sente uma mulher a sofrer tamanha atrocidade, acredito que sinta raiva ou desprezo por aquela criança que foi gerada por um ser desprezível (se bem que tem tanto dela como do agressor). Mesmo assim não justifica um aborto. Que tal esperar pelo nascimento da criança e entregar a uma instituição de adopção? 3 – Risco de vida para a mãe Este é o único dos casos em que compreendo, o que não significa que aceite. Entre a vida de uma mulher e a de uma criança, tenho a certeza que a mãe (no verdadeiro significado dessa palavra), jamais deixaria que um filho morresse para que ela sobrevivesse. Se fosse comigo não pensaria duas vezes porque mãe ama e não destrói. 4- Malformações do fetoEste deixei para ultimo por ser o motivo cobarde e mais justificado. É habitual algumas pessoas dizerem: “Sou contra o aborto a não ser que a criança seja deficiente”. Ora essa!Aqui está o famoso problema: se não for normal, é tratado como lixo e pode ser plenamente excluído da sociedade. E depois se for deficiente? E se não for lindo e inteligente como o filho da vizinha do lado? Se nasceu sem uma perna ou um braço, é justificativa suficiente para matar? Então vamos pensar na quantidade de pessoas que todos os dias andam nas estradas, sofrem algum acidente e consequentemente perdem um dos membros. Será aceitável assassinar todas as pessoas só porque um dia foram normal e deixaram de o ser, ou é só o caso de “longe da vista, longe do coração”? (o essencial é invisível aos olhos). Uma das justificativas das mulheres a favor do aborto é: com o meu corpo faço o que bem entender. Boa! Cortem uma perna, um braço, porque não o cabelo? O problema não é fazer o que querem com o próprio corpo mas sim fazer mal a um ser que está dentro do corpo delas. Já que se acham no direito de fazerem o que apetece, que tal uma laqueação de trompas? O problema fica resolvido de raiz! Concluindo: existe um sem número de opções completamente diferentes do aborto, com menos custos e problemas. A vida começa desde o momento da fecundação e qualquer tentativa de morte é crime e deve ser punida.Lamento profundamente todas as mulheres estéreis que adorariam ter filhos e não podem e vêm o direito de adoptar uma criança cada vez mais difícil (isto já daria outro texto), e depois as que podem... simplesmente matam porque não convêm ter um filho naquela altura. É caso para dizer. Dá Deus filhos a quem devia ser estéril. Etiquetas: Não ao Aborto
sábado, 2 de Dezembro de 2006
![]() Deixa-te de sites de astrologia
Basta olhares nos meus olhos Para saberes como sou Esquece os bruxos e magia Porque tudo o que querias é… Um pouco do meu amor Sim, sou ciumenta com motivos Calma e fria quando me apetecer Mas faço mil e um planos criativos E dou-te cabo do juízo Se assim me aprouver Só porque um dia tem que ser Sou tudo o que quiseste Sou o bem e o mal, A mistura agridoce da tua bebida fatal Não há regras ou etiquetas que me impeçam de viver Esqueci o livro de receitas Naquele dia ao entardecer Se ás vezes complico tudo E me mostro intransigente É apenas um castigo Para quando estás ausente Mas basta a tua presença, amor e devoção Para que esta alma inquieta esteja na palma da tua mão
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