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sexta-feira, 27 de Outubro de 2006
![]() Não me acordes para dizer que o amor morreu Pois não quero ver o céu sem estrelas Nem o sol a pôr-se antes do dia raiar E os trovões rasgando as árvores Quando todas as palavras estiverem gastas E mais nada houver para dizer Guardarei a tua voz na memória E recordá-la-ei até morrer. Bem sabes que a chuva não cai eternamente E as tua lágrimas vão parar um dia Pois estarei aqui para secá-las Em cada suave beijo que te der. Acorda-me quando conseguires amar Porque toda a dor cessará eternamente E o sol timidamente brilhará de novo Para mim e para ti. Etiquetas: Poema
quarta-feira, 25 de Outubro de 2006
Olá amiguinhos e amiguinhas! Estou de volta com um novo formato no blog por motivos práticos. Para os mais desatentos, é uma boa oportunidade de visitarem o meu blog de filmes, o Let’s Look (que anda tão abandonado tadinho) bem como a minha bebé mais recente, a Loja da Aninha. Confesso que nunca fui fã de blogs com três colunas porque roubava espaço ao que realmente era importante, ou seja, os textos, mas encontrei uma fórmula jeitosa de conseguir encaixar tudo o que quero. Aproveitei para incluir um calendário, porque os meus fiéis seguidores podem perder-se na maravilha que eu fiz, e ficar dias sem fim admirando a obra de arte (nadaaaa convencida) lol. Para não se esquecerem das horas, está ao lado um relógiozinho jeitoso com montes de brilhantes (ainda descobrem que isto são técnicas para hipnotizar…). A novidade que permite a participação de todos é o questionário. Podem dar a opinião sincera que eu não bato em ninguém e não tenho nenhum detector que localize os visitantes. E perguntam-me vocês: porquê hoje? A resposta é muito fácil. Hoje, dia 25 de Outubro faço… 25 anos e para comemorar resolvi oferecer a mim mesma, estas pequenas mudanças no blog.
Etiquetas: Mudanças
sexta-feira, 20 de Outubro de 2006
Esta semana soube que o meu jogador preferido de snooker morreu vítima de cancro aos 27 anos. Era giro, um dos melhores profissionais do ramo e durante o campeonato de snooker apareceu, todo careca e muito provavelmente com dores. Fazia impressão vê-lo assim, mas a luz que saia dos seus olhos era hipnotizante.Até ao último dia fez o que mais gostava mas no dia 9 de Outubro perdeu a luta. Curiosamente a poucos dias de comemorar 28 anos. Ás vezes somos fãs de alguém por nenhum motivo em especial, mas acabei por descobrir porque admirava o menino bonito do snooker. Paul Hunter não era só belo exteriormente, mas principalmente tinha uma força de vontade que toda a gente deveria ter. Talvez por isso mesmo dei por mim a pensar na relatividade das coisas. Muitas vezes preocupamo-nos com “pequenices” quando á nossa volta há coisas mais importantes. E se quem amamos não nos ama? Paciência. O importante é amar e se não houver retribuição sejam porque motivos forem é porque não era para ser. E se quem confiamos nos trai? Não há problema. Nem todas as pessoas são dignas de confiança e eventualmente quem mais gostamos vai trair ou pelos menos enganar e nem por isso deixamos de gostar delas. E se somos alvos de injustiças porque fazemos o bem e devolvem-nos o mal? Tal como o mundo é redondo, tudo na vida acaba por dar uma volta por isso…don’t worry, be happy. E se ainda nos afligimos com as coisas que nos acontecem e levamos tudo demasiado a sério, é preciso recordar que a vida é só uma (pelos menos até que me provem o contrário) e por mais vezes que caíamos, vamos sempre levantarmo-nos. Etiquetas: Paul Hunter, Relatividade
segunda-feira, 16 de Outubro de 2006
![]() Toca-me Como se não houvesse amanhã Como se as estrelas parassem um dia de brilhar E lua navegasse numa orbita louca pelos planetas Diz-me Que o sol ainda brilha no céu Que as nuvens partirão para bem longe E a chuva que me molha é dos teus lábios Olha-me Como se mais ninguém existisse no mundo E as estradas que percorres trazem-te a mim E os espinhos que pisas não te doem Cheira-me A maresia que trazem as ondas O perfume do teu corpo junto ao meu E lava-me com as pétalas das rosas do teu jardim Ouve-me Sem dúvidas nem julgamentos Para que a junção de todos os sentidos Penetrem o teu coração tão longe de mim Etiquetas: Poema
quinta-feira, 12 de Outubro de 2006
Olá amiguinhos e amiguinhas, a razão da minha falta de comparência no meu e vossos blogs, deve-se única e exclusivamente ao facto de eu ter tido um encontro imediato com um extraterrestre. Confirmo que ele era baixinho como se vê nos filmes (1.50m na melhor das hipóteses), tinha algum cabelo e chega á incrível idade de 87 anos. Está posto por terra o mito que eles são verdes ou cinzentos. Este era bem rosadinho, com olhos e nariz grandes!Tudo começou quando a minha mãe foi ás compras. Como é costume, demora uma hora para se arranjar mas ao sábado nunca deixa de sair. Foi nessa saída que o encontro se deu. Ele, de boné tipo jogador de golfe, é apresentado através de uma vizinha (que eu sempre achei ter um ar suspeito), como sendo tio dela (prontos…marido de uma tia da minha mãe). Até aí nada de especial, e no domingo cá veio fazer-nos uma visita. Nunca tinha visto tal ser á minha frente e embora tivesse um ar simpático, aqueles olhos de “não comi mas não vai faltar muito” não me enganaram. É nessa altura que o meu pai chega e o homem agarra-se a ele e levanta-lhe a camisa. O meu adorável progenitor acha aquilo muito estranho mas deixa o homem continuar. Em poucos segundos, o meu pai estava sem saber em que planeta pertencia porque se contorcia todo com o raio da massagem que ele estava dando nas costas. Estava eu a pensar: bem, vou continuar aqui entretida no computador a ver se ele não repara em mim. Lá se foi um bom momento para pensar em outra coisa porque aqueles olhos enormes de vais-levar-uma-massagem-e-vai-doer, fixaram-se em mim e apesar do homem ter 87 anos e eu ingenuamente acreditar que ele não tinha força para arrastar uma cadeira, agarra-me e fico a ver estrelas, constelações e até mesmo galáxias! Doeu tanto que tenho a certeza que se estivesse a ter um filho não ia ser pior. Ora digam-me se isto é normal! Um velhote baixinho, pequenino e nem muito forte pode ter a força de um Hércules? Para comprovar a minha teoria deixo aqui algumas das pérolas deixadas por ele: - Os diabetes são vermelhos. (ligeira confusão com glóbulos certo?) - Há diabetes grande e pequenos. Com esse chá, os grandes vão embora mas os pequenos podem ficar com fome. (malvados diabetes pequeninos! Se forem como ele, são piores que os grandes!!!) - O lítico tá duro. (liquido em linguagem E.T) - A menina tem 18 anos não é? (I wanna be forever young… por acaso tenho 24 mas depois dos 18 devo ter parado no tempo) Etiquetas: Extraterrestes
sexta-feira, 6 de Outubro de 2006
![]() Abraça-me antes que anoiteça Ao longe o eco do lobo chama E a sereia murmura por ti E deste lado a redoma de vidro estremece Beija-me de mansinho sem que eu sinta E vela pelos meus sonhos enquanto durmo Hoje cobri-me pelos lençóis de seda E fiquei desnuda no teu altar Canta-me aquela melodia jazz que tanto gostas E brindemos com cálices de cristal ao amor Antes que as fadas e os deuses conspirem contra nós Apaga a ultima estrela antes de dormir Etiquetas: Poema
terça-feira, 3 de Outubro de 2006
Uma das coisas que sempre me fez confusão foi o medo, vergonha ou tabu que algumas pessoas têm em usar as palavras certas na altura certa, usando por vezes “sinónimos” errados.Por exemplo quando alguém morre, nos noticiários aparece que “já não se encontra entre nós”. Ora qual é o problema em dizer que faleceu? Isso do “não se encontrar entre nós” pode ser relativo, porque segundo algumas crenças, a alma é imortal logo, pode estar em toda a parte.O mesmo acontece com as doenças. Quem morre de cancro é conhecido por “morreu de doença prolongada” mas cancro até pode ser uma questão de meses (e felizmente tem cada vez mais hipóteses de cura) e milhões de doenças prolongadas não são mortais. Apesar dos exemplos anteriores serem pela negativa também existe os casos bons em que as palavras são substituídas por outras:É o caso de gostar. Palavrinhas simples que é vulgarmente substituída por amar. Eu gosto do meu telemóvel mas não o amo, como é óbvio. Logo não vejo qual é o problema em usar o verbo amar se é sentido verdadeiramente. Dar á luz é outra das frases usadas para o acto de trazer um ser humano ao mundo. Até hoje não saiu de nenhuma lâmpada de dentro de uma mulher mas mesmo assim é preferível ao “parir” (palavrinha irritante!). Nos exemplos acima referidos, as palavras ou frases utilizadas são bastante normais mas e quanto aos chamados “palavrões”? Quem os inventou? De onde apareceram? Nascem como cogumelos? Será que significam alguma coisa?Para responder a estas perguntas fui ao dicionário e apenas encontrei o significado da palavra que acaba em ana (ó para a coincidência com o meu nome) Sacana– adjectivo. Significa biltre ou patife. Para o tal sitio que é parecido ao poder (basta substituir o p pelo f) não existe significado no dicionário, por isso não é nada grave se forem mandados a esse sitio visto que ele não existe. O mesmo acontece com a tal terminada em alho lol. Segundo o dicionário esta palavrinha não existe por isso a regra anterior aplica-se. Isto tudo para dizer que existem palavras bonitas, outras mais feias mas tudo depende do significado que lhes dermos. Numa sociedade em que as palavras são apenas palavras, eu continuo a preferir dize-las como verdadeiramente são. Etiquetas: Palavras
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